BOTOCUDOS GUARANY

Vivem nas florestas entre Rio Prado e Rio Doce. Andam inteiramente nus e pintam o corpo. Antigamente eram antropOfagos. São polígamos. Acreditam que quando morrem se transformam em jaguar. Fabricam arcos, massas de madeira e machados de pedra.

Raça espalhada do Atlântico aos Andes e das Guianas ao Paraguai. Perseguidos pelos portugueses dividiram-se: uns continuaram selvagens dedicando-se à caça com flecha; outros adotaram em parte os costumes europeus. São de carAter franco, às vezes cruéis.
PURYS COROADOS

Habitavam o territOrio entre a serra da MAntiqueira e o rio Paraíba. Plantavam pouco, alimentando-se quase exclusivamente da caça. Falavam um idioma totalmente diferente do Guarany. Acreditavam num Deus, e que a alma do homem era imortal.

Habitavam Minas e o norte do Estado do Rio. Raspavam a cabeça em forma de coroa. Eram corpulentos e mesmo bonitos, laboriosos e ambiciosos, francos e alegres. Suas armas eram flechas, lanças e cacetes. Gostavam de criar galinhas e domesticar animais silvestres.
MUNDURUCUS AYMORÉS

Habitavam o vale do Amazonas. Distinguiam-se pelo carater de nobre moralidade e do amor pelo trabalho. Os homens eram de estatura alta, e as mulheres baixas.

Habitavam parte da Bahia e Espírito Santo. Eram os mais ferozes e brutais de todo o Brasil. AntropOfagos e temidos das demais tribos. Hoje se acham quase extintos.
ARARAS MAXURAMAS

Esta tribo é numerosa e vive errante sem domicílio certo. Hoje jA se acha avilada em grande número. Como ornato usa enfeites de madeira e penas enfiadas nas cartilagens do nariz.

Índios do Amazonas que ocupam principalmente, a margem do rio Madeira. Usam para se ornarem as penas e no corpo a tatuagem. Como armas os arcos, flechas, tacapes e clavas.
MURA JUMA

Dominavam nas margens do Rio MAdeira. Pintavam todo o corpo para amedrontarem o inimigo. Andavam em nudez completa. Usavam como armas o arco e a flecha, e quando atiravam estas, deitavam-se no chão e manejavam o arco com os dedos dos pés.

Tribo do Estado do Amazonas, na margem do Rio Madeira. Sobre esta tribo pouco ou nada se sabe.
YUPIUA BORORO

Tribo do Amazonas localizada no Rio JapurA. Os seus componentes distinguem-se por furarem as orelhas e enchê-las de penas de Tucano ou Papagaio.

Tribo de MAto-Grosso. São indolentes e se sustentam quase sO de côcos. Falam um idioma prOprio com algumas palavras portuguesas. Como armas usam o arco e flechas. Foram aldeiados pelo Capitão-general, Conde de Azambuja em 1761.
JURIS GUAYCURUS

Tribo do Amazonas, Rio Solimões. Pintam a boca de preto e um risco de cada canto dos lAbios até as orelhas. Esta tribo deu origem às populações de: Tefé, Paranari, Matura, Javary, Tabatinga.

Tribo nômade. Habitam as margens do Rio ParanA. Os homens andam nus, enfeitam-se com plumas e penas, e trazem dentro do lAbio inferior furado, um pau de alguma grossura.
CHARRUAS TAMOYOS

Tribo que habitava o Rio Grande na época de sua descoberta, tendo existido até o ano de 1826. Eram cavaleiros, muito bravos e nunca se submeteram aos jesuítas.

Numerosa tribo guerreira que dominava o litoral desde Cabo Frio até além de Ubatuba. No século XVI invadiram vArias vezes Santos e São Vicente, conservando as suas posições até 1567. Finalmente foi vencida por Mem de SA e EstAcio de SA.
MARANHAS CAMACANS

Tribo feroz e canibal habitando através do Amazonas e Putumayo. Usa discos nos lAbios e nas orelhas e conchas no nariz. Não se tatua. Nas guerras cada homem leva uma bolsinha com sal, como antídoto contra o veneno das flechas inimigas.

Índios do Estado da Bahia. De estatura pequena, porém, de musculatura bem desenvolvida. Quase todos vivem na taba, vestindo apenas uma tanga. Em geral são pouco inteligentes.