Lá na terrinha…

  

Deve haver alguma coisa, algo para se fazer, um gesto, uma frase, uma pancada, um barulho, qualquer coisa…para impedir os homens que elegemos, para administrarem nossas cidades/estados e nosso país, de roubarem.

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Outro dia mesmo, um idiota, de nome Severino, desejou aumentar o salário dos “nobres” ( eu prefiro dizer desgraçados ), deputados. Os jornais fizeram sua parte, e adiantaram os desejos de Severino, dando tempo assim, para a população se revoltar.

A merda toda é que esta entidade chamada “população”, não faz NADA, lê/ouve/assiste, e não faz NADA ( eu não faço NADA ). Talvez, pela distância (fisíca). Um cidadão, que se sinta indignado, com uma notícia, que acaba de assistir ( na TV ), o que pode fazer ? No máximo, discutir tal notícia, com seus vizinhos, familiares, colegas de trabalho, e só.

Em Uberaba, nas décadas de 1980 e 1990, havia um senhor, que quase todos os dias, ficava na praça Rui Barbosa, em frente ( se não me engano ) a antiga Câmara Municipal, gritando coisas, que eu imaginava, serem sobre política. Eu tinha medo daquele cara.

Era assustador, você com 7/8/9 anos, passando perto de um sujeito com uma aparência estranha, e gritando coisas, que me pareciam sem sentido, e todos desviando dele…puxa, aquele cara deveria ser MAL.

O problema é este.

Ainda somos índios. Ao invés de Tupinambás e Tupiniquins darem as mãos, e unirem-se contra os portugueses, não. Guerriavam entre si.

Este senhor, que ficava na praça, na época, era zuado de tudo que é jeito. Louco, doido, idiota, tapado, retardado…o pior é um sujeito estar lá, suando, gastando tempo, por todos, ê, a turma ridiculariza o camarada.

  
  
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006 Oh! Minas Gerais, Brasil com "s", Desenvolvendo, Morte, Uberaba

8 Comentários para Lá na terrinha…

  
  
  1. ;) Acho que uma bomba no palacio do planalto cairia muito bem.Quanto aos demais políticos ajunta tudo e dá a descarga porque todos são uns merdas.

  2. kelly em 30 de julho de 2006
  3. [...] Através do site de um professor da Uniube ( André Azevedo da Fonseca ), descobri a identidade de um ilustre personagem de minha infância em Uberaba … que eu havia citado em post anterior, aqui. Ostentando na blusa alguns pares de crachás que o identificavam ora como Imperador, ora como Presidente da República Federativa do Brasil, Ministro de Estado, Governador, etc, Nestor Alves Ribeiro metia a Folha de S. Paulo e o Jornal da Manhã debaixo do sovaco e passava as tardes proferindo discursos alucinados, denunciando a corrupção, o nepotismo, a malversação do dinheiro público e outras mazelas da política brasileira. “A Câmara de Vereadores é esta vergonha porque muitos deles entraram lá sem prestar concurso público”, dizia. [...]

  4. duard Blog - Carlos Aquino » Blog Archive » Nestor, o nome do cara ! em 2 de março de 2006
  5. Acredito q a luta e os investimentos dos que elegemos têm q ser voltados primeiramente para a educação.
    Talvez assim, aproximando política de cultura/educação e o povo de cultura/educação, nós seríamos ouvidos pelos governantes. Tá, isso é na teoria.. Mas q c posta em prática através da escolha do candidato certo (como o Tarso Genro, se candidato) certamente teríamos garantia de honestidade, pelo menos.

  6. Joao Ricardo em 7 de fevereiro de 2006
  7. O que fazer?
    Bom a tanto para se fazer mas acabamos por nao fazer quase nada.
    Talvez o fato de termos liberdade para dizer e escrever o que quisermos faça de nós herois de caneta e teclado nas maos mas de pes fixos em um mesmo lugar.
    Acredito que no tempo em que se pouco podia falar, muito se agia.

  8. Carolla em 6 de fevereiro de 2006
  9. Duard, eu acho que um bom começo é fiscalizar o que está acontecendo no seu bairro e na sua cidade. Os vereadores — principalmente o que você elegeu — precisam tomar iniciativas condizentes com aquilo que a população local precisa: saúde, escola, trabalho e afins. O prefeito, igualmente, precisa estar enxergando isso de maneira global na cidade. A câmara municipal e a prefeitura são lugares públicos onde os parlamentares podem ser encontrados para ouvirem você.

    Nacionalmente, acho que o problema é mais complexo. Você precisa contar com o restante da população que, desde o impeachment do Collor não se revolta, realmente, com mais nada. Trata-se de memória política curta. Como brasileiro, na média, considera política um assunto chato demais pra ficar comentando, quando se tem alternativas como futebol e Big Brother Brasil 6, é complicado demais. Os políticos deitam e rolam.

    Mas divulgar opiniões em um site já é um começo. Falar com os vizinhos e fazer a cabeça deles pra que sejam mais atentos ao cenário político nacional também. Quem sabe um dia, se todos nós continuarmos com pequenas ações como estas, seja possível aumentar a capacidade de nossa memória e finalmente curar o Brasil dessa doença chamada corrupção, não é mesmo? Abraço!

  10. Daniel Santos em 4 de fevereiro de 2006
  11. ta foda mesmo
    a cidade cada veiz mais esburacada
    o bolso vazio
    impostos
    gasolina alta
    alcool caro (a usina é a 30 km daqui)
    tudo caro
    e ainda ver isso
    e complicado onde vamos parar ?
    eis a questão !
    ditadura ? pelo menos exilavam essas vagabundos !
    aff !
    maldicao !

  12. tombstone em 3 de fevereiro de 2006
  13. Lembrando que se não fosse a internet…o desejo dos Severinos teria sido aprovado !

  14. duard em 3 de fevereiro de 2006
  15. Mas qual sua sugestão? Ficar gritando na frente da camara de vereadores? Se nem assim eles escutam… E se você for tentar falar com eles pessoalmente vai encontrar uma fila cheia de pessoas querendo se aproveitar do valor do seu voto, tentando vender seu próprio voto como mercadoria em troca de tijolos e dentaduras, ok às vezes alguns ali precisam e não vêm outra solução, mas a maioria desse povinho é tão picareta quanto a maioria dos políticos eleitos.
    Parece exagero, mas é exatamente o que se encontra em todas as camaras aqui do interior de Pernambuco. Isso além de ser vergonhoso ainda leva a outro problema: dificulta ainda mais o contato com os políticos, a maioria já não gosta de receber a população pra ficar atendendo gente que só quer vender voto…
    Acho que, se a gente quer mudar, precisa aprender a usar de forma efetiva outras alternativas urgentemente, a internet tá aí…

  16. Rodrigo Muniz em 2 de fevereiro de 2006

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