Reação Contra a Violência
Mais uma vez sou obrigado a falar não tão bem da polícia, baseando-me em observações, leitura dos jornais e do que se passa na televisão.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta terça-feira que a morte do músico francês Sebastien Emmanuel Jerome Gressez, 28 anos, não deve prejudicar a imagem no Brasil na França. “Eu acho que os franceses admiram muito o Brasil, têm um amor muito grande pelo País, principalmente pelo Rio de Janeiro. Não temos que temer a ação dos criminosos e sim enfrentá-los”, afirmou.
Assaltantes matam PM no centro de Uberaba
…desta vez, o desfecho extrapolou os limites da tolerância de uma sociedade civilizada, pois um policial militar aposentado que realizava a segurança dos funcionários tentou impedir o roubo e acabou levando um tiro no coração.
Me revolta ver que o limite de tolerância de uma sociedade civilizada, foi somente agora extrapolado, com a morte de um policial.
Fica evidente (lendo tal jornal todos os dias, e este artigo da infeliz morte do policial) que se fosse um cidadão que não tem vínculos com a polícia, a movimentação não seria tamanha, a revolta não seria e principalmente :
O limite tolerado por esta tal sociedade civilizada, não teria sido extrapolado.





gosto de uma frase de um amigo meu, ele diz :
“os bundoes vivem, os homens sao mortos a tiro”
Você não me conhece, não estou no anonimato. Se quer debater, legal, caso contrário irei ignorar seus comentários.
Não estou vendo em que vc não falou “tão bem” da polícia. Somente um tolo acharia que a polícia militar seria a única responsável pela onda de criminalidade que assola alguns estados brasileiros. Como já comentei em outros tópicos, não é a PM encarregada de investigar crimes (não a como um PM fardado, em viatura caracterizada, investigar crimes comuns), a PM não julga criminosos , e sim a justiça, a PM não é responsável por presídios, não é responsável pela falta de alimentação, lazer, cultura, educação, falta de valores morais e éticos e a falta de perspectiva de vida de grande parcela da sociedade brasileira, fazendo com que pessoas busquem na prática de crime a conquista de auto-estima, valorização e bens materiais.
Somos responsáveis sim pelo policiamento ostensivo preventivo e pela restauração da ordem pública (atribuições constitucionais), o que fazemos muitas vezes em viaturas velhas e com manutenção deficitária, armamentos obsoletos, falta de efetivo, salário defasado e sem poder ultrappassar os limites da Lei, ao contrário de marginais que primam pelo poder de fogo, ousadia e desrespeito.
Quanto a matéria publicada no citado jornal, vc bem sabe que a imprensa lucra com a venda de jornais, logo se um cão morde um gato tudo bem, é o normal e até esperado. Mas se um gato morde o cachorro, aí sim temos a “primeira página”, a venda de jornais está garantida. Como mora atualmente em BH, sabe que este não é o primeiro PM que morreu, a vários outros casos de mortes de PM em Minas, somente este ano, mortos em combate contra criminosos, na defesa da sociedade. Teve um caso no bairro Prado/BH em que um PM tentou evitar um assalto, o bandido mesmo ferido fugiu, tomu um carro de assalto e retornou ao local em alta velocidade, atropelando o militar, que morreu ainda no local. A acompanhante dele creio que ainda está internada, com várias fraturas. Não creio que o limite tolarável da violencia seja a morte de um PM, mas que com certeza este tipo de crime choca não apenas a PM, mas também a sociedade que mesmo que inconsciente pensa que se um PM está morrendo na “mão de bandido”, imagine o restante da sociedade. Um aspecto para sua reflexão: A quem ajudamos ao simplesmente criticar ou depreciar a polícia? Criticas construtivas são bem vindas, mas a simples vontade de denigrir a PM em nada contribui para a sociedade.